
Sempre que pego um jornal e leio uma critica feita ao filme Tropa de Elite, vejo opiniões totalmente condenatórias em relação ao escript geral do filme, que relata o "modus operandi" de uma divisão de elite da policia carioca, o Bope, que não se corrompe, mas tortura e mata sem dó.
Mas as pessoas que leem os jornais se esquecem que, tais opiniões são passiveis de imparcialidade, pois não podemos esquecer que os jornalistas em sua maioria, foram uma das classes mais perseguidas durante o regime militar, e assim como os comunistas e estudantes, foram vitimas de torturas e todo tipo de atrocidade, praticadas pelo então extinto DOPS. Imagino eu: os jornalistas e criticos de cinema, vendo o filme, quantos calafrios, enjoôs e dores de barriga que não devem ter sentido. Conclusão: metralharam o filme com acusações de ser "violento demais", de "mostrar uma face de um sistema falido que não tem controle sobre a marginalidade, e acaba se igualando à eles" (os marginais).
Não vamos esquecer também que, umas das criticas mais ferrenhas, foi sobre o fato de o filme apontar a classe média como financiadora do tráfico de drogas, que a culpa não é só do pobre viciado de esquina, mas também daquele que fuma um "baseadinho" ali, numa festinha, ou numa viagem ao litoral com os amigos. Que os filhos da classe média que clamam por paz e justiça, são na verdade uma classe de hipócritas. Friso também que aqueles mesmos jornalistas e criticos de cinema que metralharam o filme, em sua maioria, foram ou são até hoje os mesmos consumidores do "baseadinho inocente" usado pelos estudantes de classe média do filme. Quem é que fez ou faz faculdade e nunca viu ninguem fumando maconha dentro do campus ou em alguma festinha?
Os jornalistas e criticos de cinema equeceram que, dentro das fardas, existe um ser humano que tem familia, filhos, que tem anseios e sonhos. Que entre os corruptos existe aquele policial que ama a sua farda, seu estado e seu país, e daria a sua própria vida por eles. Que se um policial é levado até as últimas conseqüencias e é obrigado a matar, a torturar, é porque toda a sua indole e moral foram esgotadas pela ineficiência das leis brasileiras. O policial prende, a lei solta. Isso causa revolta nos incorruptiveis e lucro aos corruptos, levando aos in corruptiveis à cometer atos que a lei desaprova, mas é o que ele acha certo para aquele momento.
A maior atrocidade não é a tortura que alguns policiais praticam, é obrigar um policial encarar bandidos fortemente armados por um salário de R$1.300,00 por mês em média.
Botar a culpa de tudo isso nos pobres e na policia é fácil. Tá na hora de a classe média assumir sua fatia de culpa no financiamento do tráfico e de outras vertentes do crime. Pois, como diz uma muisica do Gigaboo: "...tem muito branco de olho azul filho da puta que virou bandido..."
Um comentário:
Eu ouvi uma vez e marcou:
A polícia é banana;
A justiça é mamão;
Banana prende, mamão solta...
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